18 de agosto de 2009

Por quê Value Investing entre tantos métodos de investimentos?

Atualmente o mercado tem dado muita ênfase em métodos modernos de investimentos padronizados e mecânicos como a análise gráfica ou técnica.

Os seguidores de Benjamin Graham e Dodd não olham para o alfa, o beta, o modelo de precificação do custo de capital ou Cost of Asset Pricing Model (CAPM), a covariância, gráficos ou indicadores de análise técnica.

O método value investing é simplesmente focado em duas variáveis: preço e valor. A busca da discrepância entre o valor do negócio e o preço de pequenas partes daquele negócio no mercado. Essencialmente, a discrepância é explorada sem a preocupação com as teorias de mercados eficientes ou sobre o volume de ações negociado hoje ou que será negociado amanhã.

Após a criação da Hipótese de Mercados Eficientes e o CAPM o mercado de ações ganhou uma visão de ser uma eficiente máquina de estatística. Um mercado cuja eficiência se podia confiar, uma ação era arriscada baseando-se não no preço a que estava sendo negociada versus seu valor intrínseco, mas na sua "volatilidade" ou beta.

Conhecer a volatilidade de cada ação permite aos gestores de investimentos moldar suas carteiras com papéis de maior ou menor volatilidade. Para Charles Munger, sócio de Warren Buffett, a idéia de definir risco como volatilidade é tolice e conversa fiada, segundo Munger o risco está relacionado de forma indissociável ao limite de tempo que você estipula para manter um ativo. Um investidor que pode manter um ativo (ação) por anos pode ignorar sua volatilidade.

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